A pastoral carcerária nacional lançou o mini-documentário “As mulheres e o cárcere” que retrata a submissão das mulheres a um sistema carcerário que fomenta a tortura ao lado dos excessos relativos à situação do aprisionamento feminino. Sendo este de fundamental importância para que sejam visualizados os problemas estruturais e incoerências do sistema carcerário, principalmente no que tange a situação do tratamento da mulher antes e durante a persecução penal.
Relata a política informal de maus tratos que ultrapassam os limites do direito penal e muitas vezes é desconhecido nos tempos modernos. Política essa que possui trajetória histórica, desde a colocação e elaboração no papel doméstico das mulheres até as prisões, de modo que permanecem sendo vítimas de estereótipos que determinam seu lugar e função que devem ser exercidas em sociedade e a maneira que devem ser tratadas.
Desse modo, o gênero torna-se fator crucial para que se forme toda uma ideia de construção de culpa como “auxiliar” informal da execução penal propriamente dita, uma execução penal que está além dos livros de processo, que envolve o martírio psicológico dentro do sistema carcerário, sendo regra medidas abusivas como: serem algemadas no momento do parto, terem retirados seus filhos no exato momento em que completam os seis meses mínimos de amamentação, da imposição da constante ideia de que, se não fosse o descumprimento de seu papel doméstico, não teriam sido afastadas de sua família. Além da falta de higiene para seus recém-nascidos como para si mesmas, juntamente comos danos psicológicos causados por todo o cenário a que são submetidas
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